Conheça Jaqueline Amorim, a campeã da IBJJF em busca do título da LFA

Jaqueline Amorim não acha que a pandemia a fez mudar para o MMA, mas certamente acelerou o processo.

Desde cedo, Amorim era obcecado pelo grappling. Inspirada em assistir a fitas de Royce Gracie e PRIDE com o pai, Amorim começou muito jovem no caminho dos esportes de combate. Aos 22 anos, Amorim conquistou os campeonatos da IBJJF, UAEJJF e CBJJ.

Sempre foi parte de seu plano se voltar para o MMA em algum momento. Mas quando o poço dos eventos de jiu-jitsu secou devido aos adiamentos e cancelamentos do COVID-19, Amorim acelerou sua programação.

“Sempre soube que queria fazer MMA”, disse Amorim recentemente ao MMA Junkie. “Quando eu era jovem, assistindo lutas com meu pai, sempre pensava: ‘Ah, isso é muito legal.’ Eu só estava esperando o momento certo para fazer a transição. Ganhei o Mundial, o Pan – eu tinha meus objetivos. Eu disse: ‘Quando eu conseguir esses objetivos, vou tentar o MMA’. Sempre soube que era isso. Eu queria fazer, sempre achei meio legal, tipo assistir o UFC com (meu pai), só queria escolher o momento certo para fazer a transição.

Nascido no Brasil, Amorim mudou-se para Charlotte, Carolina do Norte em 2013 para fins de treinamento – e também para dar aulas. Desde então, Amorim vem treinando na American Top Team em Coconut Creek, Flórida. Em preparação para sua próxima luta na sexta-feira na LFA 125, Amorim fez da ATT sua casa permanente.

“Senti que precisava do melhor treinamento possível agora porque é uma luta muito importante para mim”, disse Amorim. “Na verdade, eu faço todo o meu camp de luta aqui. Depois desse camp de luta, serei parte integrante da academia.

Todos os seus oponentes sabem sobre seu passado e o sucesso que ela alcançou no mundo do grappling. Poucas pessoas querem ir para a quadra com ela, o que significa, sem surpresa, que o foco principal de Amorim tem sido sua stand-up.

Apesar de ter sido uma recuperação mais difícil do que ela esperava, Amorim está feliz com o progresso que fez no stand-up. Na LFA 110, em julho, Amorim venceu por golpes pela primeira vez – com um nocaute em 10 segundos sobre Megan Owen.

“Eu sei que tenho um bom grappling, mas é diferente pensar que você tem um bom jiu-jitsu comparado a quando você realmente tem que fazer MMA”, disse Amorim. “É diferente. Você precisa de todos os tipos de coisas diferentes. Eu sempre soube que era um bom grappler, mas você tem que ter um bom tiro e a distância certa. Eu nunca pensei que fosse bom ser fácil, mas é muito mais difícil do que eu “No MMA, você precisa de tudo. Eu melhoro as coisas que não sou (o melhor), como minha trocação, meu wrestling. Acho que estou melhorando a cada dia. Não sou perfeito, mas estou” Estou trabalhando no que não sou bom.

O MMA se tornou um esporte tão internacional. Os aspirantes a lutadores não estão mais confinados aos ídolos de seus países de origem. Enquanto os brasileiros Demian Maia e Ronaldo “Jacare” Souza a inspiraram, o mesmo aconteceu com o russo Khabib Nurmagomedov.

Apesar de fazer isso passo a passo, Amorim quer que seu nome eventualmente se junte aos seus modelos no ranking daqueles que enfeitaram o cage do UFC. Na sexta-feira, Amorim (4-0) tem a oportunidade de passar para 5-0 contra Loveth Young (3-1-1) e conquistar o título peso palha feminino da LFA com folga.

Liga não oficial do UFC, a LFA pode dar a Amorim o trampolim de que precisa para receber a convocação para uma grande promoção. Esse será o próximo passo enquanto ela se dirige para seu objetivo final de ouro no UFC.

“Neste momento eu só quero ser o melhor lutador que posso ser e melhorar todas as áreas do meu jogo”, disse Amorim. “Mas é claro que eu quero ser campeão um dia. Eu sei que tenho muito trabalho a fazer. Eu sempre coloquei na minha cabeça que não vou apenas entrar neste esporte e ser mais Quero muito ser campeão um dia, é o que estou fazendo agora.

LFA 125 acontece sexta-feira no Seneca Niagara Resort and Casino em Niagara, NY e vai ao ar no UFC Fight Pass.

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